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O Bloco de Esquerda reúne com Centro Hospitalar do Médio Ave


Uma delegação do Bloco de Esquerda, composta por José Maria Cardoso,
deputado eleito pelo círculo de Braga, Raquel Azevedo, da concelhia de
Famalicão, e Ana Isabel Silva, do núcleo de Santo Tirso, esteve reunida com o
Conselho de Administração do Centro Hospital do Médio Ave.


Esta iniciativa é na sequência do périplo que o Bloco de Esquerda tem vindo a
fazer pelas unidades de saúde do distrito, tendo já reunido também com o
Agrupamento de Centros de Saúde de Famalicão, com o objetivo de identificar
as carências e apresentar propostas de soluções para os problemas das
populações.


No final do encontro, José Maria Cardoso referiu que foi possível perceber que
há falta de profissionais, nomeadamente médicos ortopedistas, enfermeiros e
assistentes. Segundo o deputado, existem apenas dois ortopedistas a fazer
urgência e, mesmo abertos concursos, as vagas não são preenchidas.


“Esta situação coloca enormes dificuldades na prestação de cuidados à
população, levando a que no ano de 2019 cerca de 200 utentes tiverem de ser
operados no privado, representando custos acrescidos para o SNS com os
cheques-cirurgia e abrindo caminho à voracidade do setor privado”, afirmou.
“O estado social é um pilar essencial da democracia e não é aceitável
apresentar orçamentos com superávit quando há tantas necessidades da
população para ser satisfeitas, não só na saúde, mas também na educação,
habitação, transportes e justiça”, acrescentou.


Ana Isabel Silva lembrou ainda que houve a intenção de entregar a
unidade de Santo Tirso à Santa Casa da Misericórdia, em 2015, pelo então
governo PSD/CDS. “O Bloco de Esquerda sempre se opôs a essa intenção
e denunciou a constante falta de investimento naquela unidade. É
necessário que as pessoas percebam a importância desta unidade e a
importância da saúde pública de qualidade, que não pode ser apropriada
por interesses privados”, afirmou.
Recorda-se que o Centro Hospitalar do Médio Ave presta cuidados de saúde
diferenciados a cerca de 250 mil pessoas dos concelhos de Santo Tirso, Trofa
e Vila Nova de Famalicão. A carência de ortopedistas já tinha motivado os
deputados blquistas a endereçarem uma pergunta ao Governo, que aguarda
resposta.

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