
Julho, 16-2026
Luís Filipe Maia
Um grupo de associados decidiu recorrer aos tribunais na sequência do impasse criado em torno da Assembleia Geral Extraordinária realizada a 24 de abril de 2026, alegando existirem dúvidas sobre a regularidade do processo de votação, contagem e apuramento dos resultados.
Num comunicado dirigido aos associados, os signatários afirmam que, após a assembleia, procuraram resolver a situação através do diálogo institucional. Segundo referem, promoveram reuniões com a Mesa da Assembleia Geral, enviaram diversas comunicações formais e apresentaram um pedido, subscrito por um número significativo de sócios, para a convocação de uma nova Assembleia Geral Extraordinária, com o objetivo de esclarecer as dúvidas existentes e assegurar um processo transparente.
Os associados sustentam, contudo, que todas as iniciativas foram ignoradas ou indeferidas pelos órgãos sociais do Clube, lamentando o que consideram ser uma falta de abertura para encontrar uma solução interna. Perante este cenário, justificam que o recurso aos tribunais surge como a única alternativa para defender a legalidade, a transparência e os direitos dos sócios.
Apesar da decisão de avançar judicialmente, os subscritores manifestam disponibilidade para retirar todas as ações em curso caso seja convocada uma nova Assembleia Geral Extraordinária, realizada em horário adequado e com um processo de escrutínio transparente, rigoroso e acompanhado pelos associados.
No comunicado, os signatários garantem ainda que respeitarão o resultado que resultar da vontade livre e democrática dos sócios, independentemente do seu sentido, apelando à participação de todos e sublinhando que o futuro do Clube deve assentar na confiança, na transparência e na legitimidade das decisões.
O documento é assinado pelos associados José Fernando Leitão Sequeira e José Manuel de Magalhães Moreira Lobo