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Demolição da antiga Fábrica do Malhado abre caminho à requalificação da frente ribeirinha

Maio, 14-2026

Luís Filipe Maia

Já arrancou a primeira fase da intervenção de requalificação da frente ribeirinha de Santo Tirso, com a demolição da antiga unidade industrial FXT, conhecida como Fábrica do Malhado. Trata-se do primeiro passo de um projeto de transformação da zona envolvente ao rio Ave e à estação ferroviária.

A empreitada, com um investimento estimado em cerca de 150 mil euros, prevê a eliminação da estrutura industrial desativada, permitindo libertar aproximadamente 160 metros de margem ribeirinha. A intervenção irá viabilizar a continuidade do percurso pedonal e ciclável entre o rio e a estação ferroviária.

O presidente da autarquia, Alberto Costa, considera a operação “um momento histórico na relação da cidade com o rio Ave”, sublinhando a recuperação de uma área que durante décadas permaneceu degradada e sem utilização.

O projeto integra uma estratégia mais ampla de requalificação urbana, ambiental e paisagística da frente ribeirinha, com enfoque na valorização ecológica das margens, na melhoria da mobilidade e no reforço da ligação entre o tecido urbano e o rio.

Entre os objetivos definidos está a continuidade do passeio ribeirinho ao longo do Ave até à Fábrica de Santo Thyrso, criando uma rede contínua de espaços públicos, áreas verdes e percursos dedicados à mobilidade suave.

A intervenção contempla também ações de valorização ambiental, incluindo a redução de áreas impermeabilizadas, a renaturalização das margens e a criação de novos espaços verdes de utilização pública.

Ao nível da mobilidade, está prevista a requalificação da Rua do Rio Ave, com melhorias no acesso à estação ferroviária, reorganização do estacionamento e reforço da ligação entre as principais vias da cidade.

O plano inclui ainda a criação de zonas de estadia e espaços de lazer ao longo do percurso pedonal, contribuindo para a dinamização e fruição da frente ribeirinha.

Segundo o autarca, a recuperação desta área permitirá “reforçar a ligação entre a cidade, o rio e a estação ferroviária”, promovendo novas centralidades urbanas e uma maior integração do espaço público.

Com esta intervenção, reforça-se a aposta numa frente ribeirinha mais acessível, sustentável e qualificada, orientada para a melhoria da qualidade de vida e a valorização ambiental do território.

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