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Aprovação das contas de 2022 determina fim da Troika na Câmara de Paços de Ferreira

Os eleitos do Partido Socialista na Câmara Municipal de Paços de Ferreira enviaram a seguinte nota à nossa redação

As contas do Município de Paços de Ferreira, referentes ao exercício de 2022, foram aprovadas esta manhã, em sede de reunião do executivo municipal, e refletem uma histórica recuperação financeira da autarquia.

Quando, em 2013, a atual maioria PS iniciou funções, a Câmara Municipal encontrava-se numa situação de falência técnica, com uma dívida de 70 milhões de euros, um excesso de endividamento de 34,8 milhões de euros, taxas e impostos no máximo legal e um prazo médio de pagamento a fornecedores superior a 3 anos.

Das contas de 2022, agora aprovadas, alguns dados económicos e financeiros merecem ser destacados:

I) Taxa de execução orçamental das mais elevadas de toda a história do Município: 97% ao nível da receita e 92% na despesa;

II) Continuação da redução da dívida a terceiros que, em 2013, atingia os 70 milhões de euros e em 2022 reduziu para 38 M €, mantendo esta linha descendente ao longo dos últimos anos. Em apenas 9 anos, a atual maioria PS conseguiu reduzir a dívida municipal em 43,5%, num valor absoluto muito próximo dos 30 milhões de euros e tudo isto com impostos no mínimo, apoios sociais como nunca existiram no concelho e investimentos de largas dezenas de milhões de euros um pouco por todo o concelho;

III) Em 2013 o excesso de endividamento do Município de Paços de Ferreira fazia parte do top 5 das piores Câmaras Municipais de Portugal, com uns inacreditáveis 34,8 milhões de euros. Em 2022 passamos, finalmente, para uma situação completamente oposta, com uma capacidade de endividamento de 3,7 milhões de euros, valor que subiu para 7,2 milhões de euros no corrente ano de 2023.

O FIM DA TROIKA E O REGRESSO DA AUTONOMIA FINANCEIRA DO MUNICÍPIO

Do ponto de vista estritamente político, a aprovação das contas de 2022 permitem alcançar aquele que sempre foi um dos principais objetivos da atual liderança do município: O FIM DA TROIKA!

Com a aprovação formal das contas de 2022, será finalmente possível ao Município de Paços de Ferreira sair do programa de ajustamento municipal (PAM) e, desta forma, devolver total autonomia à Câmara Municipal. Aliás, na sequência da votação desta prestação de contas, foi também hoje aprovado o pedido de cessação do apoio do FAM (Fundo de Apoio Municipal), processo que seguirá agora para Lisboa.

Trata-se de uma conquista fundamental para o futuro do nosso concelho e que é o resultado de 9 anos de um trabalho muitíssimo difícil e exigente, onde o rigor na gestão financeira do município deu o resultado por todos ambicionado.

UMA OPOSIÇÃO SEM LÍDER E SEM ESTRATÉGIA

A prestação de contas de 2022 constitui, do ponto de vista financeiro, um marco histórico na vida do Município de Paços de Ferreira.

10 anos depois da falência económica da autarquia, resultado de anos de gestão absolutamente dantesca da anterior liderança do PSD, este documento valida a saída formal do Programa de Ajustamento Municipal, uma espécie de troika que limitou muito do nosso trabalho e que exigiu imenso trabalho e total rigor.

Naturalmente que uma oposição consciente e com memória das suas próprias responsabilidades no estado desastroso em que deixou a Câmara Municipal, jamais poderia votar contra este documento. Mas não foi isso que aconteceu!  Nada que, contudo, nos surpreenda.

Conforme referido na declaração de voto apresentada pelos eleitos do Partido Socialista, “o PSD sofre um problema de liderança, cujas múltiplas ações de cosmética não conseguem disfarçar. Não existe qualquer visão estratégica para o município e o recurso sistemático a coisas banais, avulso, ocas, demonstram a pobreza de ideias que hoje grassa no PSD.

O negativismo histórico/político, o revisionismo, são a cassete gasta que o PSD apresenta aos cidadãos do concelho. Sem ideias e propostas para o concelho, o PSD desdobra-se a convidar pessoas de fora à procura de uma boia qualquer de salvação porque não é capaz de encontrar em si mesmo e em quem o lidera, um projeto sólido, galvanizador, de alternância, para Paços de Ferreira. Sem projetos, sem estratégia e sem liderança, o PSD de Paços de Ferreira transformou-se numa pequena assembleia de condóminos onde apenas se discutem floreiras e estados de espírito!

Em áreas fundamentais para a vida e o futuro do nosso concelho, designadamente na educação, saúde, ação social, economia, mobilidade, juventude, ambiente, desporto, cultura, associativismo, entre muitas outras, do PSD nada se conhece de relevante. Apenas que são contra e que votam contra.

Naturalmente que quanto mais frágil uma liderança e à medida que cresce, e de forma evidente, o sentimento público da sua total incapacidade para gerir o concelho, aumentam na mesma proporção os dislates, a obsessão e o nervosismo.

Da nossa parte, a população sabe e conhece o nosso projeto, o nosso rumo e aquilo que queremos para o concelho. E é essa estratégia, que conduziu aos resultados que hoje são por todos reconhecidos, que queremos aprofundar por forma a continuar a transformar um concelho que, há 10 anos atrás, estava parado, moribundo e sem rumo.

E é com contas certas que continuaremos a preparar o futuro”.

Eleitos do PS na Câmara Municipal de Paços de Ferreira

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