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Movimento Cívico de Refojos intervém na Assembleia Municipal
Imagem gentilmente cedida pelo Diário de Santo Tirso

Foi pela voz de Carlos Monteiro que, o Movimento Cívico de Refojos de Riba de Ave interviu na última assembleia Municipal, com o tema da Desagregação das Freguesias.

INTERVENÇÃO DE CARLOS MONTEIRO

Este local é por excelência o lugar de debate de ideias, onde os cidadãos tem o direito de expor os assuntos democraticamente. Assim sendo o movimento cívico de Refojos de Riba de Ave, vem avivar as memórias dos representantes desta Assembleia, eleitos pelas forças políticas do PS, PSD/CDS, BE, CHEGA e CDU em representação da população deste concelho, estas forças políticas em campanha eleitoral comprometeram-se em ouvir as populações sobre a desagregação tendo sempre em conta a sua vontade.

Fomos acompanhando as diversas intervenções de esclarecimento e através da comunicação social fomos percebendo a sua posição, mas até hoje os únicos intervenientes nesta Assembleia foi o movimento cívico de Refojos de Riba de Ave, enquanto as forças políticas eleitas pelo povo, nunca usaram este forum para confrontar o partido socialista sobre a sua
posição.
Face à decisão do partido socialista na Assembleia da união de freguesias Carreira e Refojos de Riba de Ave, este movimento cívico vem clarificar a sua posição em relação às decisões tomadas sobre a desagregação pelo Partido Socialista de Santo Tirso. As quais nunca foram
conhecidas mesmo que solicitadas em Assembleia Municipal ao Sr. Presidente da Câmara e Presidente Socialista, a 24/02/2022 e na reunião de Câmara de 31/03/2022, por este movimento.


Este movimento cívico, quer deixar bem vincado que a frontalidade o diálogo e a verdade são e continuarão a ser bandeira deste movimento. Que nunca escondeu qualquer outro objetivo a não ser a desagregação, apenas se predispôs lutar pela história que remonta a 1835. Esse foi
e será o lema que nos tem movido e nos faz continuar a lutar para preservar a identidade e a história da freguesia de Refojos de Riba de Ave.

Mas queremos dizer-lhe, Sr. Presidente da Câmara Municipal, que o PS de Santo Tirso com a sua liderança conseguiu enterrar a freguesia de Refojos de Riba de Ave, freguesia essa, com a maior história deste concelho, como ainda conseguiu silenciar outras não lhes permitindo lutar pela sua independência ao usar a força da maioria que usufrui.
Tendo como prova de ter sido o único concelho do Distrito do Porto, que não respeitou a Lei 39/2021 de 24 de junho, aprovada pelo Partido Socialista na Assembleia da República. Como também não respeitou o ex lider do Partido Socialista de altura e Presidentes de junta em exercício que lutaram contra a agregação, bem como os 453 eleitores da freguesia de Refojos de Riba de Ave, que subscreveram a petição apresentada pelo movimento cívico em Assembleia solicitando a desagregação, tendo sido apoiada apenas pelos deputados da CDU.


Concluimos que há eleitos que se colocam ao serviço dos eleitores, outros que depois de eleitos colocam-se ao serviço dos políticos e assim, atingem os objetivos que lhes prometeram, servindo-os para se servir.
Pergunta-se onde está a liberdade de um eleito, quando usa o poder da maioria obtida para silenciar a vontade de um povo, que luta pela sua história, identidade e liberdade?
Será que aqueles que não ouvem a voz do povo, é que estão certos?
A visão que temos em relação ao atual Partido Socialista de Santo Tirso, é que com a sua maioria vai silenciando o eleitorado deste concelho. E quando não encontra argumentos para justificar tal decisão, usa a maioria em detrimento da razão. A esta imposição cega, o tempo encarregar-se-á de dar a devida resposta à sua falta de sensibilidade, inexperiência e défice
democrático em não saber ouvir.
Como vem sendo hábito no dia 25 de Abril, na cerimónia de celebração do dia da liberdade no salão nobre da Câmara Municipal, é costume agraciar certas identidades e instituições do
concelho. Este movimento cívico vem sugerir a esta Assembleia, que o atual presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, seja agraciado com a medalha de mérito pelo feito alcançado, o qual deve ser extensivo aos presidentes de junta das agregações, pela sua eficiência e eficácia á distância dos eleitores.s

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