HOME Atualidade
Falta de campo de jogos leva UD São Mamede a decretar luto como forma de protesto
Imagem de arquivo

A União Desportiva de São Mamede acaba de decretar luto como forma de protesto pela falta de Campo próprio para a realização dos seus treinos e jogos.

Em 2009, a formação mamedense viu-se obrigada a deixar as suas instalações por falta de condições dos balneários e também devido à reduzida dimensão do terreno de jogo. Dai para cá, a equipa de São Mamede de Negrelos tem utilizado o Campo do Vilarinho, onde até à bem pouco tempo o fazia mediante o pagamento de uma renda, renda essa que entretanto deixaram de pagar devido a um acordo com a Câmara Municipal, como nos confidenciou o presidente Jorge Carneiro, bem como vários campos da região para realização da pré época, “o ano transato foram 14, este 16, tudo mediante pagamento”

Na última quinta-feira, 3 de Outubro em reunião de direção ficou decidido decretar luto até que esta situação seja revista, medida essa, anunciada esta segunda-feira no Facebook da coletividade,que está agora com um fundo negro. Ao Jornal o Cordovense, o presidente da direção revelou que já foram investidos 96 mil euros ( 52 mil subsidiados pela Câmara Municipal) na compra dos terrenos adjacentes ao campo de São Mamede. Foram construídos muros de suporte, faltando agora a construção dos balneários.

Numa nota publicada na página oficial, o Clube reiteira que este decretar de luto surge ” devido há falta de apoio que temos tido por parte das forças políticas tanto da nossa terra como do concelho para a construção do nosso campo futebol” .  No seguimento desta medida também ficou decidido cancelar a celebração do 42º aniversário do clube.

O mesmo comunicado refere que no dia 5 de outubro de 2018, em reunião com o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso e na presença do Sr. Presidente de Junta de Freguesia de Vila Nova do Campo “foi prometido 40.000€ até dezembro de 2018 e 30.000€ em 2019 para a construção dos novos balneários”. Segundo, Jorge Carneiro, “recebemos 4.000€ (10%) e este ano ainda não sabemos se iremos receber, pois o contrato programa ainda não foi celebrado”. 

Ao Jornal o Cordovense, o Presidente, relembra que “em dezembro faz 10 anos que estamos nesta situação, sem campo próprio, a treinar em meio campo a época toda, por vezes a horas impróprias, a fazer a pré época em tudo que é lado e a fazer praticamente os jogos todos fora, a andar com o material desportivo de lado para lado e mesmo assim conseguimos ter uma equipa competitiva que consegue representar o concelho da melhor forma, nos últimos 10 anos, sem campo, temos 3 finais a representar o concelho de Santo Tirso ao mais alto nível.

O dirigente afirma ainda que, esta medida foi tomada também porque “achamos que um clube como o nosso deve ter o respeito e admiração de todos pois estamos desde 2010 a jogar em casas emprestadas e como é uma obra bastante dispendiosa torna-se impossível sem o apoio das entidades competentes. Relembramos que temos cerca de uma centena de atletas e fica muito complicado dar as melhores condições. Já perdemos sócios, patrocinadores e também o nosso bar que sempre foi uma boa fonte de receitas. Não pedimos um campo sintetico, mas sim poder jogar na nossa casa, no nosso pelado” .

Comentários