Num jogo disputado a meio campo, longe das duas balizas e sem motivos de interesse, o camisola 10 nacionalista aproveitou para tirar as medidas à baliza do Paços aos 11 minutos, num livre sobre a esquerda que levou a bola ao ferro da baliza de Mário Felgueiras.
Neste lance, o guarda-redes pacense confiou no golpe de vista, mas oito minutos depois, aos 19, nada pôde fazer para travar o forte remate, de primeira, do mesmo Tiago Rodrigues, a corresponder na área a um centro da direita de Salvador Agra, mais forte no ‘um para um’ com o lateral Filipe Ferreira.
Os locais tentaram reagir, mas faltou discernimento e velocidade ao seu jogo, acabando a primeira parte a reclamar do árbitro, por mão na área de Victor Garcia, aos 28 minutos, mas João Pinheiro nada assinalou.
Ricardo Valente substituiu ao intervalo Vasco Rocha e dinamizou o ataque pacense, num recomeço que acabou por justificar o resultado final.
Endiabrado, o avançado cedido pelo Vitória de Guimarães ‘mexeu’ com o jogo, apareceu na direita e na esquerda do ataque, o que baralhou as marcações, e não teve receio de assumir as jogadas individuais.
Em resultado desta entrada forte, o Paços criou algumas situações, nomeadamente pelo inevitável Ricardo Valente e também por Welthon, novamente demasiado só no ataque, aos 54 e 59 minutos, antecipando o tento da igualdade, aos 67, por Valente, com um remate à meia volta na área, beneficiando de um lance aparentemente precedido de uma falta de Pedrinho sobre um defesa do Nacional.
O jogo ficou partido e confuso, Carlos Pinto demorou a mexer no onze do Paços, facilitando a tarefa do Nacional, sempre mais confortável no jogo, e a equipa que até esteve mais perto de desfazer o empate nos minutos finais, em remates dos suplentes Willyan e Aly Ghazal.
By: Márcia Coutinho
O Paços de Ferreira empatou esta sexta-feira na receção ao Nacional (1-1), na abertura da oitava jornada da I Liga de futebol, num jogo fraco e com alguns casos em que os visitantes estiveram em vantagem.