
Fevereiro, 25-2026
A Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Comando Territorial do Porto, está a advertir a população para a continuação de um esquema fraudulento que tem provocado prejuízos consideráveis. O método, conhecido como burla do “falso funcionário”, baseia-se na manipulação emocional das vítimas para obter credenciais que permitem movimentar contas bancárias.
O contacto começa, regra geral, com uma chamada inesperada. O interlocutor apresenta-se como representante de uma entidade reconhecida — muitas vezes um banco — e comunica a existência de uma situação supostamente urgente, como movimentos suspeitos ou risco iminente de perda de dinheiro. A conversa é conduzida de forma persuasiva, criando pressão para que a vítima tome decisões rápidas.
Num momento crucial, é solicitado que a pessoa forneça um código de segurança recebido por SMS. Esse código, utilizado habitualmente para autenticar operações bancárias, acaba por servir de porta de entrada para que os burlões realizem transferências ou outras transações sem autorização. Em vários casos, os montantes desviados são elevados, causando impacto financeiro significativo.
Face a estes episódios, a GNR recomenda prudência máxima: nunca partilhar códigos de verificação, dados pessoais ou informações bancárias por telefone. As instituições legítimas não pedem este tipo de elementos através de chamadas não solicitadas. Em caso de dúvida, o aconselhável é desligar de imediato e contactar diretamente o banco pelos canais oficiais.