“Tivemos conhecimento que vários, senão todos os funcionários da Câmara Municipal de Santo Tirso, receberam nos endereços eletrónicos respetivos um conjunto de conversas entre mim e elementos da minha candidatura”, explicou a candidata aos jornalistas presentes. “Não obstante serem falsas ou deturpadas e adulteradas, constituiriam sempre conversas privadas entre cidadãos”.
Andreia Neto garante que não deixará passar impune esta violação da sua privacidade, uma vez que, como sublinhou, “apesar de ser candidata à Câmara Municipal de Santo Tirso não abdico de nenhum dos meus direitos fundamentais”.
Por conseguinte avançou com uma queixa-crime, pelo que “compete agora à justiça, que espero célere, fazer a competente investigação”, explicou.
Apesar de a queixa-crime ser contra desconhecidos, Andreia Neto disse ainda que “tudo parece induzir que a disseminação torpe e vil daquelas conversas partiu da Câmara Municipal, porque parecem ser os únicos interessados em denegrir pelo nervosismo que a nossa candidatura e a sua adesão lhe têm causado, e porque a base de dados utilizada só pode ter sido da Câmara”.
Relembrou ainda que se tal se verificar, a responsabilidade legal e política é do atual presidente da Câmara, pelo que espera que “o presidente da Câmara, como principal interessado, esclareça tudo o que se passou”.