
A pouco mais de uma semana do ato eleitoral, a candidatura do Partido Socialista na União de Freguesias de Carreira e Refojos de Riba de Ave mudou subitamente de opinião em relação às desagregação das freguesias, distribuindo pela população o panfleto que destacamos nesta notícia.
O Jornal O Cordovense tem acompanhado este tema e nunca até ao momento tivemos conhecimento de uma posição do Partido Socialista em relação a este assunto.
A Candidatura da CDU liderada por Orlando Silva diz num documento distribuído à população que “ao longo de oito anos, o atual executivo de Carreira e Refojos nunca demonstrou interesse na
desagregação das freguesias. Ao longo de oito anos, o atual executivo de Carreira e Refojos nunca demonstrou interesse na
desagregação das freguesias.
Desde 24 de Junho de 2021, foi aprovada a Lei n°39/2021, que possibilita essa separação, desde que seja vontade do executivo em vigor levá-la para a frente. No entanto, mesmo depois de existir essa possibilidade, nada foi feito nesse sentido.
Prova disso foram as sucessivas recusas do Partido Socialista para reunir e ouvir um movimento independente de Refojos, que sempre defendeu essa desagregação e que recolheu assinaturas da maioria da população de Refojos com a mesma intenção. Só recentemente, neste mês de
setembro, é que o atual executivo aceitou reunir-se com este movimento, contudo, mesmo aí, nunca manifestou a sua posição quanto à desagregação.
Só agora, a uma semana das eleições e depois da lista concorrente (CDU) estar a lutar por essa separação desde que se apresentou, é que o atual executivo decidiu manifestar uma opinião aparentemente a favor da desagregação, através de um papel feito à posteriori, a apelar à
população para votar PS, caso queiram a separação das freguesias.
No entanto, a desagregação nem sequer consta nos objetivos presentes no panfleto original da sua campanha, sendo um ponto que apenas está a ser divulgado agora, num papel à parte.
Estão, por isso, a usar o principal objetivo da oposição, objetivo esse que, até à data, nunca foi levado avante pelo atual executivo, mesmo tendo essa possibilidade.
Não nos deixamos iludir, votamos pela verdade!”