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Líder da Distrital do PSD/Porto pede a Costa para substituir a Ministra e a Diretora Geral da Saúde

Ao longo dos últimos meses tem sido politicamente penosa a atuação da senhora Ministra da Saúde e da Diretora Geral da Saúde.

Das conferências de Imprensa contraditórias, à má gestão da pandemia. Da falta de planeamento e de organização da segunda vaga, ao caos instalado no SNS. Tudo tem corrido mal. E não tinha de ser assim.

Ao invés de, ao longo destes meses se terem organizado os cuidados de saúde primários, dando mais músculo aos Centros de Saúde tanto, ao nível dos recursos humanos como operacionais (centrais telefónicas, veículos, impressoras …) e de, ao nível hospitalar se terem encontrado soluções para os ventiladores (aos quais faltam peças!), para o apoio hospitalar de retaguarda e para o reforço das equipas. O Governo facilitou e até encontrou um “milagre” onde se devia ter encontrado “o tempo” para preparar a iminência da segunda vaga.

Face à situação atual, é por demais evidente o descontrolo do Governo e em particular do Ministério da Saúde que se encontra à deriva, já sem capacidade de decisão e sem estratégia.

A título de exemplo, as medidas anunciadas pelo Governo refletem o alijar das responsabilidades do Estado, colocando-as sobre os Portugueses e as suas empresas.

Medidas que limitam a vida das famílias e da atividade económica, que “correm atrás do prejuízo” quando o Governo não foi capaz de adotar medidas que disciplinem e obriguem o próprio Estado a cumprir o seu dever de liderar um País.

O Governo não providenciou o cumprimento das medidas sanitárias nos transportes públicos. Podia ter aumentado a frequência e a quantidade de veículos, para conseguir limitar o número de pessoas nos autocarros, metro e comboio.

O Governo não providenciou o cumprimento das medidas sanitárias nas escolas. Podia ter reduzido o número de alunos por turma, ao contrário de obrigar muitas escolas a ter turmas completas.

O Governo não providenciou o cumprimento das regras internacionais de testagem. Podia testar, com regra, todos os contactos feitos por que teste positivo.

O Governo não providenciou o reforço das equipas de rastreio e de combate à disseminação da Covid-19. Podia ter reforçado as equipas de saúde pública, os profissionais dos centros de saúde e dos hospitais. E podia colocar outros profissionais a fazer as chamadas do trace-covid, libertando médicos e enfermeiros para o atendimento aos doentes.

A incapacidade em ouvir os especialistas e tomar decisões em função da componente técnica e científica, trouxe também decisões tardias como por exemplo o uso obrigatório de máscara. E ainda não houve coragem política para tornar obrigatória a medição da temperatura no acesso a locais de trabalho e escolas, por exemplo.

Vem tarde a testagem massiva nos lares, escolas e hospitais. Vem tarde o acordo com o setor hospitalar social e privado. E vem tarde a mobilização dos funcionários públicos e dos militares para apoiar o rastreio das cadeias de transmissão.

Vêm tarde! E são medidas fundamentais para parar a disseminação deste vírus.

A falta de capacidade deste Ministério em gerir a crise é patente aos olhos dos Portugueses. E este discurso contraditório teve hoje mais um ponto alto: a senhora Diretora da DGS afirmou que “algumas pessoas vão ficar sem a vacina da gripe”, quando ainda nem há um mês a senhora Ministra da Saúde dizia que não iriam faltar vacinas. A descoordenação e a ignorância da real situação está, agora, ainda mais, à vista de todos!

Esta irresponsabilidade causa ansiedade e perturbação nas pessoas e é totalmente inadmissível num Governo que teve todas as condições para agir em tempo oportuno.

Não vejo outra solução que não a substituição da senhora Ministra e da senhora Diretora Geral. A bem da saúde dos Portugueses (física e mental!).

Porto, 13 de novembro de 2020

Alberto Machado

Presidente da Comissão Política Distrital do PSD/Porto

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