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Na ótica do PSD Paços de Ferreira é um “Concelho desprotegido”


UM CONCELHO DESPROTEGIDO


Os últimos dados sobre a situação da pandemia Covid-19, no nosso concelho, deixam- nos extremamente preocupados.
Este vírus, que veio sem aviso e alterou o nosso modo de viver, é uma realidade e a todos cabe o dever de atenuar os efeitos avassaladores que uma propagação exponencial pode ter no nosso território. Neste contexto, existem entidades com responsabilidades superiores que devem zelar pelo interesse de todos e, aqui, zelar pela saúde pública da nossa comunidade. Infelizmente, essas entidades não têm desempenhado o seu papel. Infelizmente, os decisores que chefiam essas entidades não têm desempenhado o seu papel.


Neste momento, no concelho o crescimento do número de infetados é o mais elevado de toda a região. É hora de agir!
O PSD não entende o silêncio que invadiu a nossa Câmara Municipal e, sobretudo, o Dr. Humberto de Brito. Recordamos as várias publicações, aquando do surgimento dos primeiros casos no concelho, com mensagens dirigidas à população, especialmente aos nossos empresários para que encerrassem as suas empresas no imediato, com o decretar do encerramento de escolas sem ter consigo essa competência, entre tantas outras coisas que se foram sucedendo naqueles meses de Março e Abril, tendo inclusive algumas carácter intimidatório e ofensivo. Hoje, que temos um crescimento avassalador do número de casos no concelho, a Câmara Municipal de Paços de Ferreira não tem uma única mensagem para a população?


O PSD tem! Na última assembleia municipal questionamos o executivo socialista, alertando!
Hoje, os nossos concidadãos, em confinamento profiláctico, estão a aguardar entre 4 a 8 dias para realizar o teste de despistagem à Covid-19. Ainda hoje e após várias perguntas sem resposta justificável, o PSD não compreende o motivo que conduziu ao encerramento do centro de rastreio localizado na Associação Empresarial de Paços de Ferreira. A autarquia colocou em segundo plano o facto de os pacenses poderem aceder a um centro de rastreio mais próximo e cómodo, não tendo de recorrer aos existentes nos concelhos vizinhos. Não compreendemos também a atitude do Diretor Executivo do ACES Tâmega III – Vale do Sousa Norte, Dr. Hugo Lopes, neste processo, quando em Março – esta entidade – tornava pública a sua posição relativamente à escassez de centros de rastreio na nossa região, dando aso a notícias intituladas “Região do Tâmega e Sousa reivindica centros de rastreio à covi-19”. Este centro, tal como os demais existentes, estaria sobre a orientação das directrizes do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, logo atacar a sua fiabilidade não nos parece coerente. Não é compreensível que as entidades responsáveis pela saúde na nossa região, bem com a Câmara Municipal, tomem decisões por impulso num momento tão importante para a saúde de cada um de nós.
Não é aceitável que o centro de rastreios seja encerrado por mera birra individual do Sr. Presidente de Câmara Dr. Humberto de Brito, após ter realizado o teste ao covid-19 neste centro e o resultado ter sido positivo. Além disso, o modo como optou por comunicar a título pessoal esta situação, traduziu-se num sem número de incoerências e confusões que, cremos, nenhum pacense ainda entendeu. Este é o momento em que precisamos de quem oriente o concelho com clarividência, sensatez e objectividade e não, de alguém que cria confusão na comunidade.
Em suma, pura e simplesmente o centro de rastreio encerrou envolto numa nuvem negra sem justificações.


Hoje, o ritmo de escalada desta pandemia, no nosso concelho, é por demais evidente. Não pode o poder político estar inoperante! Hoje, as nossas empresas começam a encerrar, porque os seus funcionários estão a ficar infetados. Aqui, defendemos que existam medidas municipais claras de apoio aos nossos empresários. Defendemos que seja criado um mapa de apoio às nossas empresas e estamos disponíveis para, juntamente com a maioria socialista, trabalhar já amanhã para que consigamos atenuar o impacto que os próximos dias terão no nosso tecido empresarial e no emprego de cada pacense. Temos de salvaguardar as nossas empresas e o emprego de cada pacense!


Não compreendemos que, após a saída do confinamento a que estivemos sujeitos nos meses de Março e Abril, não tenha sido definido um plano partilhado pela comunidade de combate à covid-19. Existiu relaxamento da comunidade, porque também existiu inoperância de quem tem o dever de decidir e orientar. O modo como o executivo liderado pelo Dr. Humberto de Brito lidou com a 1a vaga da pandemia que nos assola, deixa-nos extremamente preocupados para o presente, quando porventura teremos uma 2ovaga mais penosa por todos os condicionalismos conhecidos.
Fomos ao longo do tempo questionando, apontando caminhos e tentando colaborar porque sentíamos esta inoperância do poder autárquico. Como vem sendo hábito na gestão municipal, a culpa é sempre dos outros, neste caso em concreto, em tempos a culpa era dos “cidadãos irresponsáveis” como o disse o Dr. Humberto de Brito por várias vezes, em tom inflamado, na sua rede social. Hoje, pela inoperância e pela desorientação dos últimos meses, podemos afirmar que a culpa também caberá a este desnorte do executivo liderado pelo Dr. Humberto de Brito.


As próximas semanas serão duras, serão difíceis. Existem medidas que devem ser tomadas para que a saúde dos nossos pais, avós ou filhos seja assegurada. Defendemos que, desde já, a Câmara Municipal defina um plano para o fim-de-semana de dia 31 de outubro a 2 de novembro, junto dos nossos cemitérios. Sabemos que são dias com um enorme simbolismo na nossa terra, em que recordamos os nossos entes queridos que já partiram. Contudo, não podemos permitir um acesso desordenado aos nossos cemitérios e um contacto entre grandes aglomerados de pessoas.
É hora de olhar pela saúde de todos! Todos devemos ter um papel ativo neste contexto. Contudo, é necessário exigir, dos órgãos competentes, a necessária intervenção. Não é tempo de politiquice, é hora de trabalho! Que seja explicada a inoperância da Câmara Municipal e do Sr. Presidente de Câmara neste momento tão difícil para a nossa comunidade.
Paços de Ferreira, 10 de Outubro de 2020 A Comissão Política do PSD Paços de Ferreira

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