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Deputados PSD/Porto consideram que há um crime ambiental na ETAR de Arreigada

Monte Córdova 30-09-2020

Visita à ETAR de Arreigada – um crime ambiental com responsáveis políticos

Os Deputados do PSD, eleitos pelo distrito do Porto, juntamente com o Vice-Presidente do Grupo Parlamentar para a área do Ambiente, Deputado Luís Leite Ramos, e com os presidentes de Junta de Lordelo (Paredes) e de Frazão/Arreigada (Paços de Ferreira), bem como das estruturas locais do PSD, realizaram na última segunda-feira, uma visita à ETAR de Arreigada, em Paços de Ferreira, a fim de tomarem conhecimento dos problemas de funcionamento da referida ETAR.

Continuam a ser lançados no Rio Ferreira os efluentes apenas com um tratamento primário, facto que transformou o rio num autêntico esgoto a céu aberto, castigando quer a população de Arreigada, quer a população da cidade de Lordelo. Trata-se de uma iniquidade ambiental que se arrasta há demasiado tempo com prejuízos gravíssimos para a fauna e a flora das margens do rio Ferreira.

Tendo entrado na última fase de funcionamento, mas apenas a tratar cerca de 28% dos efluentes, o que se verifica no local e a jusante da ETAR é que continuam os maus cheiros e as águas com dejetos.

O PSD ouviu os autarcas e o responsável pelo funcionamento da ETAR e espera que os compromissos do senhor Ministro do Ambiente Eng. Matos Fernandes sejam, desta vez, para cumprir, face aos cíclicos compromissos anteriores falhados para o funcionamento pleno da ETAR, previsto agora para o final do mês de outubro.

Num investimento de 5 milhões de euros, o PSD estranha que não se tenha investido um pouco mais numa solução que salvaguardasse o rio das descargas sem qualquer tratamento, ou até com mais 50 mil euros para a selagem em silo próprio dos resíduos resultantes da filtragem dos efluentes e assim se evitarem maus cheiros.

Na sessão legislativa anterior, os Deputados do PSD questionaram o senhor Ministro do Ambiente, várias vezes, sobre este assunto, o qual acabou por dar razão ao PSD e reconhecer que se trata do problema de poluição mais grave e sério do Distrito do Porto.

A forma como, durante as obras de modernização da ETAR, foram autorizadas as descargas dos efluentes sem tratamento no Rio Ferreira, com a anuência da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, revela o fracasso do Governo nesta matéria. Mais grave, foi, e é, o sistemático atirar de culpas para a governação autárquica do PSD que terminou em 2013, sendo que nessa altura a ETAR estava já a atingir o limite de funcionamento.
Sete anos passados, e autorizando centenas de novas ligações, a gestão autárquica do Partido Socialista permitiu a existência de um crime ambiental, de consequências danosas para a fauna, flora e populações daquele território.

No entender do PSD, as responsabilidades políticas são claras. O Ministro do Ambiente e a Câmara de Paços de Ferreira devem ser responsabilizados pela sua incapacidade em gerir a obra de forma a evitar o crime ambiental, bem como a Câmara de Paredes que estranhamente não tem defendido as suas populações neste processo.

Em termos de futuro, pois importa agora pensar em como resolver o problema criado, o PSD considera que após o pleno funcionamento da ETAR, será preciso avançar com um projeto de revitalização das margens e leito do rio, devendo ser previstas as verbas necessárias e suficientes para devolver a fauna e a flora perdida.
Será ainda necessário garantir que as águas resultantes do tratamento em ETAR sejam encaminhadas para jusante da praia fluvial e parque de lazer instalados na Cidade de Lordelo, garantindo a necessária qualidade da água aos banhistas e utentes daquele espaço de utilização pública.

A Comissão Política Distrital do PSD do Porto

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