O Paços viveu o sabor amargo e doce de uma partida com duas nuances distintas. Primeiro, deixou o Sporting avançar no marcador até aos 3-0 que se registavam no final da primeira parte. Depois, reagiu como grande equipa e levou o resultado até à diferença mínima (3-2), apenas com o pecado de ter permitido logo de seguida o 4-2, que seria resultado final.
O Sporting não necessitou de se esforçar muito para fazer o 1-0 (12′) e não pelo facto da equipa pacense ter facilitado. Quem ajudou foi a decisão errada do árbitro Fábio Veríssimo, que viu um penalti na área dos Castores que nenhum dos 43.483 espectadores presentes no Estádio conseguiu vislumbrar. Assim foi fácil a Adrien Silva fazer o 1-0. O golo perturbou o conjunto pacense, que nesta fase não conseguia ligar o jogo ofensivo e até acabou por sofrer o 2-0, aos 32′, com Bast Dost a concluir à boca da baliza jogada rápida nas costas da defensiva. Uma situação similar que permitiu a Gelson surgir isolado perante Rafael Defendi (38′) e fazer o 3-0. A melhor situação de golo para os pacenses no primeiro tempo apareceu dos pés de Pedrinho (45′), em livre direto que proporcionou grande defesa a Rui Patrício. Foi o “clique” para uma grande segunda parte dos Castores.
A equipa surgiu completamente transfigurada para melhor no recomeço. Mais rapidez na execução, mais “raça”, melhor circulação de bola, mais futebol. Fruto dessa transformação, reduziu para 3-1 aos 50′. Christian foi à linha de fundo e cruzou tenso para a entrada fulgurante de Welthon que bateu o g.r. do Sporting. O golo elevou ainda mais os índices de confiança da equipa que poderia ter marcado novamente aos 58′, quando um passe de Barnes isolou Welthon e este rematou à figura de Rui Patrício. Estava dado o mote para novo assalto à baliza leonina e o 3-2 acabou mesmo por chegar. Canto batido e, após um desvio ao primeiro poste, surgiu Welthon a encostar na pequena área. O resultado ficou em aberto e os adeptos da «casa» impacientes com esta reação pacense. No entanto, tudo ficou mais difícil dois minutos depois (78′). A bola surgiu na área pacense e o alívio de Rafael Defendi deixou-a à mercê da cabeça de Bas Dost que a enviou para a baliza, apesar dos esforços da defensiva para a tirar sobre a linha de golo. Mesmo com o balde de gelo que o 4-2 representou, o Paços criou nova situação de golo, com o estreante Luiz Phellype a disferir uma “bomba” já na área, para Rui Patrício brilhar de novo.
A derrota não deixou a equipa feliz, obviamente, mas a qualidade demonstrada no segundo tempo servirá certamente de alavanca emocional para os próximos desafios na Liga. Sexta-feira (20h30) há uma importante receção ao Vitória de Guimarães.
Estádio: José Alvalade
Árbitro: Fábio Veríssimo (Leiria), auxiliado por Pedro Felisberto e Tiago Rocha.
Disciplina: Cartão Amarelo: Monteiro (11′), Christian (34′); Marco Baixinho (43′), William Carvalho (45′), Palhinha (64′) e Alan Ruiz (68′).
SPORTING CP: Rui Patrício; Schelloto, Paulo Oliveira, Rúben Semedo e Bruno César (Matheus Pereira, 88′); William Carvalho, Adrien Silva (Palhinha, 60′) e Alan Ruiz (Zeegelaar, 73′); Gelson, Bas Dost e Bryan Ruiz.
Não utilizados: Beto; Joel Campbell, Douglas e Castaignos.
Treinador: Jorge Jesus
FC PAÇOS DE FERREIRA: Rafael Defendi; Bruno Santos, Pedro Monteiro, Marco Baixinho e Christian; Mateus (Filipe Melo, 71′), Pedrinho e Vasco Rocha (André Leal, 82′), Barnes Osei (Luiz Phellype, 82′), Welthon e Ricardo Valente.
Não utilizados: Mário Felgueiras; Minhoca, Tang Shi e André Sousa.
Treinador: Vasco Seabra
Ao intervalo: 3-0
Resultado Final: 4-2
Marcador: 1-0 Adrien Silva (12′ gp); 2-0 Bas Dost (32′); 3-0 Gelson (38′); 3-1 Welthon (50′); 3-2 Welthon (76′); 4-2 Bas Dost (78′).