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Paços tramado pelo VAR

O Paços não trouxe pontos da deslocação a Alvalade, mas pode orgulhar-se da exibição que efetuou e da forma como voltou a funcionar como equipa, vendo-lhe negada uma grande penalidade em lance que, tal como na jornada anterior, teve influencia no marcador, desta feita com a agravante de lhe ter retirado pontos.

Mas que mal fez o Paços para que erros grosseiros de arbitragem tenham marcado os dois jogos já efetuados na retoma? Após uma bola claramente fora de campo ter dado um golo à equipa adversária na jornada anterior, contra o Sporting foi a vez de Rui Costa ter a decisão acertada de assinalar grande penalidade a favor dos Castores, que foi revertida pelo VAR, com a posterior cumplicidade do próprio juiz, pois visionou o lance e acabou por dar o dito por não dito, ignorando o claro derrube a João Amaral, em penalti que poderia ditar o empate no jogo!

Assim torna-se mais difícil subir na classificação, mas a resposta da equipa em campo foi a de quem vai conseguir os seus objetivos, por maiores que sejam as armadilhas que vá encontrando pelo caminho.
A partida de Alvalade foi muito equilibrada e, na primeira parte, as duas equipas tiveram uma boa situação de perigo para as balizas adversárias. Primeiro o Paços, que gizou uma grande jogada de contra-ataque, iniciado em Diaby, que serviu para o cruzamento perfeito de João Amaral em direção ao isolado Murilo, mas este não se enquadrou com a bola e falhou a conclusão. O Sporting respondeu com um lance em que Sporar se isolou pela direita, mas acabou por rematar ao lado da baliza de Ricardo Ribeiro.


A segunda parte foi mais animada e, logo a abrir, Jovane driblou entre a defensiva pacense e cruzou demasiado atrasado para a tentativa de conclusão de Sporar. Com um jogo aberto e incerteza sobre quem chegaria primeiro ao golo, foi um lance de bola parada a desequilibrar. Um livre frontal de Jovane (64’) saiu como uma flecha rumo à baliza de Ricardo Ribeiro e, após bater na parte inferior da trave, entrou na baliza e fez o 1-0 para o Sporting. Um golo injusto para o equilíbrio que as equipas demonstravam em campo e que poderia ter sido reposto se o árbitro Rui Costa não tivesse recuado na decisão acertada de assinalar a falta na área sobre João Amaral. Apesar do sentimento de grande injustiça que o lance deixou na equipa, esta tentou tudo para chegar ao golo, Douglas Tanque, Jorge Silva e Pedrinho estiveram muito perto de o alcançar, mas Luís Maximiano negou-lhes essa merecida felicidade. O Paços merecia claramente pontuar neste jogo, que acabou com o Sporting remetido à sua defensiva a segurar a magra vantagem de 1-0.
A qualidade que a equipa apresentou em campo deixa total confiança para o próximo compromisso da Liga, que será a receção ao Belenenses (4ª feira, 19h00), no Estádio Capital do Móvel.

Estádio: Alvalade XXI

Árbitro: Rui Costa (Porto), auxiliado por Tiago Costa e João Bessa Silva
Disciplina: Cartão Amarelo; Matheus (57’); Diaby (63’); Eduardo (75’); Luiz Carlos (75’); Pepa (treinador do Paços, 76’). Cartão Vermelho; Carlos Carneiro (delegado do Paços, 88’).

SPORTING CP: Luís Maximiano; Eduardo Quaresma, Coates e Borja; Rafael Camacho, Wendel (Francisco Geraldes, 83’), Matheus Nunes (Nuno Mendes, 72’) e Acuña (Eduardo, 72’); Jovane, Sporar e Vietto (Gonzalo Plata, 44’).
Não utilizados: Renan; Ristovski, Luís Neto, Pedro Mendes e Mattheus Oliveira.
Treinador: Rúben Amorim

FC PAÇOS DE FERREIRA: Ricardo Ribeiro; Jorge Silva, Marcelo, Maracás e Oleg Reabciuk; Pedrinho, Diaby (Eustáquio, 64’) e Vasco Rocha (Luiz Carlos, 64’); João Amaral, Douglas Tanque e Murilo (Hélder Ferreira, 45’).
Não utilizados: Marco Ribeiro, Marco Baixinho, Welthon, Zé Uilton, Bruno Santos, Adriano Castanheira.
Treinandor: Pepa

Ao intervalo: 0-0

Resultado Final: 1-0

Marcador: Jovane Cabral (64’)

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