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Paços vence em Vila do Conde e foge à zona de despromoção

O Futebol Clube Paços de Ferreira regressou da melhor maneira à competição na liga Nos. Os pacenses foram a Vila do Conde, este domingo bater o Rio Ave por 2-3, numa partida marcada pela forte ventania no estádio dos Arcos.

O Rio Ave começou a perder jogo na moeda ao ar e ao entregar-se aos caprichos da natureza. O Paços marcou dois golos de bola parada, o primeiro com um misto de perícia (de João Amaral) e de inépcia (de Kieszek), o segundo num canto em que Matheus Reis ficou a olhar e Douglas Tanque encostou para a baliza.

A bola viajava com uma velocidade impressionante na baliza de Kieszek e nem a posse do Rio Ave travava os humores da corrente de ar. Até aos 30 minutos, na verdade, o Rio Ave já podia estar a perder por uma diferença maior.

Antes do intervalo, o Rio Ave sossegou, reduziu por Diego Lopes e viu Bruno Teles a levar o cartão vermelho. A equipa partia para a segunda parte, e para a companhia benévola do vento, só a perder por 2-1 e em superioridade numérica. Com tudo, por isso, para dar a volta ao marcador.

Nada feito. A surpreendente iniciativa individual de Bruno Santos acentuou a surpresa e depois o Rio Ave só foi capaz de reduzir por Gelson Dala. Quando se preparava para o assalto final, de braço dado com o vento – quantas vezes já dele falamos? -, Matheus Reis cometeu a estupidez de reagir a uma falta dura de Pedrinho e foi expulso. Já tinha um amarelo e deixou a equipa na mão. Muito mal.

O resto foi silêncio. O som do silêncio, como cantaram Simon e Garfunkel. As cadeiras despidas, o cimento gelado, o silêncio a ecoar nas gargantas de treinadores e futebolistas. Os dias estranhos do mundo, os dias estranho do futebol, como se tudo nos tivesse sido tirado pelo vento. Pelo menos em Vila do Conde.

O Paços chega aos 25 pontos e abre um fosso de seis pontos para a zona de manutenção. Um sopro de vida para os pulmões dos castores

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