
O Desportivo das Aves trouxe a lanterna vermelha até ao Jamor, mas volta a levá-la para casa. Na estreia de Leandro Pires no comando técnico da equipa avense, o Desportivo das Aves foi perder frente ao Belenenses SAD por 3×2, num jogo com muita emoção, especialmente na primeira parte, bons golos e contestação à equipa nortenha, que continua apenas com três pontos na Liga. Do 1′ aos 45′ + descontos: Espetáculo! Para o campeonato, foi quase um mês sem derrotas… tudo por causa da paragem. Aves e Belenenses SAD são equipas que não vivem um momento propriamente positivo, embora em fases diferentes. A equipa nortenha veio a Oeiras, a um estádio do Jamor onde teve o momento mais alto da sua história, à procura da dar um passo num novo rumo, depois da saída de Augusto Inácio, que se adivinhava há algumas semanas e que acabou por acontecer após a eliminação (e goleada) aos pés do Farense, na Taça de Portugal. O conjunto avense não vencia desde a segunda jornada, onde teve o único triunfo da época e por isso trouxe também a lanterna vermelha a “casa” do Belenenses SAD. Leandro Pires tinha uma missão difícil pela frente, mas não podia esperar melhor estreia na Liga NOS. O conjunto de Pedro Ribeiro está ligeiramente melhor, mas também ainda no começo de uma nova fase e por isso ainda há testes a decorrer. O técnico repetiu o onze que levou de vencido o Pevidém, para a Taça de Portugal, mas André Moreira, a fazer os primeiros minutos nesta edição da Liga, não demorou a ir buscar a bola ao fundo das redes. O Aves surpreendeu toda a defesa com uma bola nas costas e a desconcentração inicial dos azuis custou logo um golo. Ainda havia adeptos a entrar no estádio quando Welinton, ao minuto 1, fazia sobrevoar a bola sobre André Moreira. Foi um começo frenético, que não ficou por aqui. André Moreira bem tentou, mas não havia como parar o remate de Welinton.
A receita foi um pouco a mesma, mas agora do lado contrário. O Belenenses SAD decidiu pagar na mesma moeda e Gonçalo Silva aproveitou a defesa subida do Aves para colocar a bola em Licá, que teve frieza e restabeleceu a igualdade apenas com cinco minutos de jogo. Para o Aves, o eterno problema chegava. Os avenses até têm conseguido marcar golos, mas chegavam à oitava jornada destacados como pior defesa da Liga. O Belenenses SAD nem tinha assim tantos golos no campeonato, mas não demorou muito a aproveitar. Eram, sem dúvida, duas equipas a quem só a vitória interessava e por isso os primeiros minutos não foram circunstanciais, claro que o ritmo dos golos baixou, mas não parou por completo. Numa primeira parte animada, jogada a um ritmo interessante e com as duas equipas a lutarem por cada bola e a procurarem explorar as costas das duas defesas. No Aves, Welinton ia dando nas vistas, com Mohammadi a apoiar de perto. Uma dupla que resultou em pleno num lance estudado, que permitiu ao avançado bisar e colocar a equipa nortenha novamente em vantagem… e novamente por pouco tempo. Antes do intervalo, uma primeira parte de grande nível ficava fechada em igualdade e com um golo cheio de classe. A bola sobrou na área e Licá não perdeu tempo a virar-se para a baliza. Atirou de calcanhar e estava feito o quarto golo em 45 minutos, dois para cada uma das equipas. Justificava-se. Avense fez a reviravolta… para o Belenenses SAD A história da primeira parte demora mais a ser resumida. Para além dos golos, houve espetáculo e duas equipas a jogar. A segunda parte foi bem diferente e tem muito menos para contar. Sem grande arte, os momentos das equipas apareceram em jogo. O Belenenses SAD foi sempre melhor e teve em Licá e Robinho duas ocasiões flagrantes a serem desperdiçadas. A reviravolta acabaria mesmo por aparecer, mas dos pés de um… adversário. A “velha” dupla Licá – Varela fez estragos e o último cruzou para o desvio de Mehremic. O defesa foi uma das novidades no onze, mas fez a diferença para o lado errado. Um autogolo infeliz e que devolveu a infelicade aos adeptos da Vila das Aves, que festejaram logo no primeiro minuto mas acabaram a protestar com a equipa e os jogadores. Se o Belenenses SAD respira melhor após a primeira vitória em casa, o Desportivo das Aves continua em maré de azar e nem a chicotada psicológica ajudou a voltar aos pontos. Oito jornadas depois, são apenas três. Começa a ser preocupante.





Texto retirado do zerozero.pt
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