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Futebol – Paços perde em Guimarães mesmo ao soar do gongo

Quatro minutos para além da hora o V. Guimarães ascende ao quarto lugar da Liga, ainda que à condição. Sangue suor e lágrimas no D. Afonso Henriques, jogo intenso entre Vitória e Paços a ter o epílogo nos descontos. Apenas de grande penalidade se desatou o nó, o nulo no marcador, com Tapsoba a carimbar o triunfo (1-0) para nos vimaranenses.

A organização pacense ameaçou dar frutos, a equipa de Pepa susteve o ímpeto da equipa da casa até aos derradeiros instantes do jogo. Ingenuidade de Bruno Santos a colocar a mão nas costas de Rochinha, dando origem a um castigo máximo muito contestado pelos castores.

Da marca dos onze metros Tapsoba não desperdiçou e passou para o marcador a supremacia evidenciada pela equipa de Ivo Vieira. Provavelmente até foi um dos jogos menos conseguidos deste Vitória, que apesar de ter o caudal ofensivo habitual faltou claramente inspiração para criar lances de perigo. Teve de ser de bola parada, no soar do gongo.

Paços anula Vitória

Após ter conseguido a primeira vitória da temporada o Paços de Ferreira apresentou-se na Cidade Berço disposto a capitalizar esse feito, jogando de forma tranquila e muito organizada. Essa postura criou dificuldades ao Vitória, que chamando a si a condução do jogo acabou por sentir muitas dificuldades na construção de jogo.

O conjunto de Ivo Vieira teve mais bola, chegou a encostar o Paços no seu meio campo, mas ia jogando de forma demasiado denunciada. Presa fácil para o bloco defensivo dos castores, que com maior ou menor dificuldade foram anulando os ataques adversários sem passar por sobressaltos.

Inicialmente o jogo até começou por prometer: André Pereira a permitiu a mancha a Ricardo Ribeiro ao aparecer isolado nos minutos iniciais e na reposta, poucos minutos depois, Douglas Tanque tentou o desvio de calcanhar a passe de Hélder Ferreira.

Apesar do domínio do Vitória em todos os parâmetros, como remates, cantos ou posse de bola, prevaleceu a organização e a capacidade defensiva da equipa de Pepa a justificar o nulo registado ao intervalo.  

No soar do gongo

Intensificou-se o figurino na segunda metade. Intensificou-se a pressão do Vitória, que galgou metros no terreno e exerceu a sua superioridade mais próximo da área adversária. Mantiveram-se, contudo, os problemas. Ia falhando o último passe, a desmarcação ou o cruzamento numa tarde de clara desinspiração.

Tranquilo, mesmo com menos espaço de manobra o Paços ia mantendo a tranquilidade e até esticou no terreno em parcas ocasiões, demonstrando ao Vitória que tamanho adiantamento no terreno podia causar dissabores.

Cruzamentos e mais cruzamentos, o Vitória pressionou até ao fim sem nunca se encontrar verdadeiramente. A organização do Paços ruiu no último suspiro, no tal lance da grande penalidade ao quarto minuto de compensação.

O chavão moderno das equipas bem organizadas teve neste Paços um espelho fiel daquilo que é uma equipa verdadeiramente organizada. Teve mérito na forma como anulou V. Guimarães, sendo ingrato a forma como acaba por ficar desprovida de pontos.

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