Sociedade
Grupo de cidadãos quer classificação do centro histórico de Santo Tirso

Deu entrada na Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) um requerimento para classificação do Largo Coronel Baptista Coelho, Rua Sousa Trepa e Praça Conde de S. Bento. Este pedido, da autoria de cidadãos tirsenses sem qualquer ligação partidária, pretende ver protegido o centro histórico da sua cidade, das projectadas intervenções do Executivo Camarário, que na sua opinião, iriam descaracterizar de forma drástica os espaços em causa. Assinado pelo munícipe Henrique Pinheiro Machado, mas com contributos de outros munícipes, entre os quais o cordovense, Daniel Azevedo, autor de uma petição online, este pedido de classificação surge na sequência de anteriores acções de cidadania, como sejam a participação nas 3 sessões de apresentação do ‘estudo prévio’ da autoria da Câmara Municipal, a petição online pelo Não à Descaracterização do Centro de Santo Tirso, e a Carta Aberta nesse mesmo sentido que aglutinou todas as forças políticas que concorreram às últimas eleições autárquicas, com excepção da que se encontra no poder. O requerimento faz referência à época construtiva do Largo Coronel Baptista Coelho, que remonta à década de 1860, com intervenção posterior do Arq. José Marques da Silva em 1925-26, e à Praça Conde S. Bento, no ano de 1861 segundo traçado feito pelo Eng. José Mouzinho de Albuquerque. Menciona ainda as origens históricas e o desenvolvimento e formação do actual centro ao longo dos últimos 150 anos, evidenciando a sua importância na cultura e identidade tirsense. A partir de uma caracterização histórica e arquitectónica, segundo os autores, o documento pretende proteger, no essencial, as actuais características dos jardins, pavimentos e configuração destes espaços. O documento faz ainda referência a uma extensa bibliografia relacionada com os espaços em causa. Os autores esperam que esta iniciativa mereça acolhimento na DGPC e assim permita proteger o centro histórico de Santo Tirso.

Entretanto, Joaquim Couto, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, em declarações à Agência Lusa, sublinhou a “inexistência, sequer, de um projeto para as obras, dado estarem ainda a decorrer estudos”. O autarca lamentou ainda que o grupo de requerentes que “nem sequer deu aportes para o aprofundamento do projeto ou para a sua remodelação nos termos em que for, se dedique antes a boicotar com a posição, assumida, de que não se faça nada”.

PUB.