Cultura
Casa Cheia para assinalar o 25º Festival de Guitarra

INICIATIVA ASSINALOU A 25ª EDIÇÃO COM 7 CONCERTOS

Entre 11 de maio e 3 de junho, o Festival Internacional de Guitarra trouxe a Santo Tirso alguns dos melhores guitarristas do mundo. Sete concertos com sala cheia, espalhados por vários espaços do Município, e ainda umamasterclass compuseram o programa de uma edição de peso, que consagra a iniciativa como referência a nível nacional.

Santo Tirso voltou a ser a capital da guitarra e a trazer ao Município os grandes mestres, nesta edição que marcou um quarto de século do Festival de Guitarra, um evento com marca indelével na agenda cultural e nacional.

“A marca Santo Tirso faz-se de muitos componentes, e dela fazem parte iniciativas como o Festival de Guitarra: um evento de cariz cultural que traz o país ao Município e leva o Município ao país. Ao longo dos anos temos tido o cuidado de criar programas de grande qualidade e diversificados, e esta foi uma edição que pautou por isso mesmo”, declarou aos jornalistas o presidente da Câmara, Joaquim Couto.

Numa edição com milhares de espetadores, o concerto de abertura foi destaque: o cubano Alfredo Panebianco dedicou à cidade de Santo Tirso e ao Festival de Guitarra um concerto da sua autoria, com estreia absoluta no Auditório Padre António Vieira.

Novos espaços foram incluídos nesta edição: a Capela da Escola Agrícola e o auditório da Quinta de Fora, espaços mais intimistas que cativaram o público do flamenco de José Carlos Gômez. O cenário da Capela da Escola Profissional Agrícola Conde de São Bento e os seus frescos do século XVIII revelaram-se o cenário perfeito para o exigente concerto do italiano Lorenzo Micheli, que mesmo sem fazer conceções no reportório apresentado, cativou o público mais atento e conhecedor da guitarra clássica.

Ainda nos domínios da Guitarra Clássica, Meng Su foi igualmente exigente, e ao mesmo tempo inovadora, no reportório apresentado na Biblioteca Municipal, nomeadamente com a apresentação da peça do brasileiro Sérgio Assad. Por motivos de força maior, Lukasz Kuropaczewski não se apresentou em concerto no festival, revelando-se a sua substituição pela chinesa Meng Su uma boa aposta.

Destaque ainda para as incursões noutros territórios musicais, nomeadamente da parte do músico norte-americano Trevor Gordon Hall e a sua combinação de guitarra clássica com a kalimba, apresentação que decorreu no Centro Cultural Municipal de Vila das Aves. De forma entusiástica manifestou-se igualmente o público, perante os ritmos da música latino-americana trazida por Diego Jascalevich Trio, que tocou no Auditório Engenheiro Eurico de Melo.

O encerramento fez-se com chave de ouro, no mesmo espaço, com uma incursão praticamente inédita do festival: o território do fado. O fadista Ricardo Ribeiro fez-se acompanhar de Daniel Pinto na viola baixo, Carlos Manuel Proença na viola fado e Luís Guerreiro na guitarra portuguesa, num concerto exigente, mas festivo quanto baste.

“Tivemos casa cheia e conseguimos levar o Festival ainda mais perto das pessoas, com espetáculos em novos espaços. Foi uma boa forma de assinalarmos os 25 anos”, acrescentou o presidente da Câmara.

O Festival Internacional de Guitarra é organizado pela Câmara Municipal de Santo Tirso em parceria com a Escola Profissional e Artística do Vale do Ave (Artave) e o Centro Cultural Musical (CCM).

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