À conversa com...
À conversa com… António Fonceca

O nosso convidado de hoje chama-se António Fonseca tem 48 ano e está à um ano e meio à frente do comando técnico do Monte Córdova Futebol Clube.

Como jogador atuou no ARCA e no AB92 no Campeonato Concelhio. Possuí uma vasta experiencia como treinador de futebol e formação em clubes como FC Tirsense, Cavalões, AR S. Martinho e AD Lousada. Conquistou quatro subidas de divisão, duas como adjunto de Edgar Ferreira, nos juniores de Lousada e no seniores da AR S. Martinho e duas a solo, nos os juniores do S. Martinho e juvenis do Tirsense.

Está em Monte Córdova desde o dia seis de dezembro de 2016, substituindo Augusto Costela no cargo de treinador do conjunto cordovense

Como é o António Fonseca longe de um campo de futebol?

Sou muito caseiro, a minha vida é muito tranquila “casa-trabalho, trabalho-casa’’. Vivo para a minha família e sou uma pessoa muito calma.

E o António “treinador’’ como é?

O António treinador é uma pessoa diferente, mais exigente, vive muito para aquilo como uma verdadeira paixão. Nada calmo, muito interventivo aos jogadores mas fundamentalmente muito exigente.

Como surgiu o interesse pela modalidade?

Sou apaixonado pela modalidade desde novo pois sempre joguei. Sempre foi uma paixão. Joguei cerca de 20 anos no campeonato concelhio e aos 35 anos surgiu uma vontade de ir mais além e de treinar.

Chegou a Monte Córdova no dia 6 de Dezembro de 2016, mais ou menos á um ano e meio, como foi recebido?

Fui muito bem recebido, são pessoas muito humildes. Entrei com algumas dificuldades, voltei aos campos pelados, com algumas dificuldades no sentido de treino, jogadores amadores que muitas vezes falham e daí algumas dificuldades desportivas.

Como tem sido a experiência em treinar o Monte Córdova e o futebol sénior?

Bem, conseguimos formar um bom grupo e tem sido uma boa experiência.

Como define o clube neste momento e que futuro lhe perspectiva?

É um clube de gente humilde que trabalha muito em prol do clube, mas com muitas dificuldades. A realidade de hoje em dia é sintéticos e continuamos com dificuldades para trabalhar sendo que as pessoas tentam que não falte nada mas não é fácil, na realidade não é mesmo nada fácil.

Como qualquer colectividade o Monte Córdova tem muitas condicionantes, onde acham que podem e devem melhorar?

Era fundamental um campo sintético, sendo que, como sabemos é uma obra bastante cara e não é fácil de se concretizar. Mas é algo que cativaria outros jogadores e provavelmente outras envolventes.

Tendo em conta o número de equipas que participam no campeonato distrital, até onde acha que o M.C.F.C podes ter aspirações nestas competições?

A ideia seria um dia subir de divisão, sendo que esta época havia 18 clubes e todos com muito melhores estruturas que o Monte Córdova, é muito dificil. Mas penso que em breve poderá atingir a 1º distrital e depois sim outros voos.

Recentemente as camadas jovens conquistaram um titulo, daquilo que sabe como é que eles trabalham e mediante que condições?

Eles treinam no nosso campo de futebol 11 o que é extremamente difícil visto que eles são futebol de 5. Á miúdos com muito valor e em sido feito um trabalho extraordinário pelos responsáveis tecncos.

Qual é a diferença entre treinar crianças e adultos?

As crianças tem fases e temos que passar valores para além do futebol. Mas, é diferente, nos seniores lidamos com homens que já compreendem as coisas. É diferente, aos miúdos ensinas, aos seniores já á exigência, mas gostei de ter ambas experiencias.

Quem foi o melhor atleta que já treinou?

Tenho que referir dois. O Dani que treinei no Cavalões e que agora joga no Campeonato de Portugal no S. Marinho e o Ricardo Ribeiro da Oliveirense

É difícil conciliar tudo com a vida de treinador?

Não é fácil mas como a paixão é enorme arranja-se tempo para tudo, sendo que no inverno com o frio e a chuva apetece-nos ficar em casa mas aquele bichinho e o compromisso obriga-nos a ir e a paixão sem dúvida alguma move tudo.

Acha que algum atleta do M.C.F.C.  pode vir a jogar numa divisão superior?

Sim, embora não queira individualizar muito temos lá 3 ou 4 atletas que poderiam chegar mais além, sendo que um deles tem apenas 18 anos. A época passada jogou sempre e esta manteve-se igual e acho que esse miúdo tem muito para evoluir e poder aspirar coisas bem melhores.

Quem é esse miúdo?

É o Paulo Tiago.

Na próxima época teremos o António Fonceca no banco do MCFC?

Ainda não sei. Ainda não falamos mas vejo a vontade em ambas as partes. Quero referir que fui mesmo muito bem tratado pela direcção como pela equipa e pelos adeptos. Portanto, exisem condições para continuar.

Convido-o agora a deixar uma mensagem  aos adeptos e sócios do clube?

Queria dizer que têm sido excepcionais e eu percebo que haja exigência mas penso que também percebam a realidade em que se joga. Uma palavra também para o trabalho desenvolvido pelo Edgar Ferreira, de quem fui com muito gosto adjunto duratne duas temporadas. Realizou um excelente trabalho em Monte Córdova. Criou as bases, o que facilitou o nosso trabalho. Está de parabéns, para além de ser um excelente treinador é também um bom amig