Atualidade
Santo Tirso já garantiu 17 milhões de investimento comunitário

FUNDOS ESTÃO A SER APLICADOS NA REQUALIFICAÇÃO DE ESCOLAS, VIAS, HABITAÇÃO E SANEAMENTO

Santo Tirso é o terceiro Município da Área Metropolitana do Porto que mais candidaturas viu aprovadas até dezembro de 2017, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte 2020. No que diz respeito a investimento comunitário, o Município já garantiu um financiamento global na ordem dos 17 milhões, que estão a ser aplicados em obras de requalificação de escolas, na beneficiação de estradas, na reabilitação de habitações municipais ou no alargamento da rede pública de saneamento.

Os números foram revelados pelo presidente da Câmara de Santo Tirso. Realçando que o Município “tem feito tudo bem, a tempo e horas, com vista a garantir financiamento para os projetos estratégicos”, Joaquim Couto explicou que a aposta se tem centrado nos eixos definidos entre Portugal e a União Europeia, nomeadamente os planos de mobilidade urbana sustentável, de regeneração urbana e de integração das comunidades desfavorecidas.

“Os fundos estruturais são absolutamente fundamentais para a ação política da Câmara, com vista a melhorar a qualidade de vida das famílias e das empresas do Município”, enfatizou o autarca, no período antes da ordem do dia da reunião do executivo municipal que se realizou na passada quinta-feira na freguesia da Reguenga.

Os 17 milhões de euros de investimento comunitário resultam não só de candidaturas ao Norte 2020, mas também ao Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial (PDCT). Um valor que está a ser aplicado em escolas, habitações, ruas ou saneamento.

A beneficiação da Escola Básica do Bom Nome, em Vila das Aves, a reformulação do nó do Barreiro, a construção da Via Panorâmica, a requalificação do complexo habitacional de Argemil e alargamento da rede pública de esgotos em várias freguesias são apenas alguns dos exemplos de obras em execução, fruto do financiamento comunitário.

Segundo Joaquim Couto, “não é por falta de projetos e de candidaturas que não há ainda mais investimento no terreno em Santo Tirso”. O problema, continuou, “deve-se aos atrasos da responsabilidade do anterior Governo que se verificaram na execução dos fundos estruturais”.

Em face da importância dos fundos comunitários para o desenvolvimento económico, social e territorial do Município, o presidente da autarquia sublinhou ainda que o executivo “tem dado especial atenção, no âmbito do Gabinete de Dinamização Económica, o Invest Santo Tirso, à preparação e organização de candidaturas de financiamento europeu”.

Exemplo disso são os projetos Santo Tirso Empreende, programa de promoção do espírito empresarial, ou o INTERREG Espaço Atlântico, destinado a fomentar o empreendedorismo jovem.

A somar a estes 17 milhões já aprovados, a Câmara de Santo Tirso espera conseguir mais 14 milhões de investimento comunitário. Destes, quatro milhões são fruto de 10 projetos que já foram submetidos e aguardam aprovação. Nestes, estão incluídos 1,8 milhões de euros destinados às Áreas de Acolhimento Empresarial.

A ser ultimadas estão outras oito candidaturas, no valor de 10 milhões de euros, mais de metade dos quais destinados ao fornecimento da rede pública de água na zona do Vale do Leça.

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