Atualidade
D. Manuel Linda é o novo Bispo da Diocese do Porto

A nomeação pelo papa Francisco de D. Manuel Linda como Bispo da Diocese do Porto, foi confirmada esta quinta-feira pelo Vaticano. O atual bispo das Forças Armadas sucede a D. António Francisco dos Santos, que faleceu em setembro do ano passado.

D. Manuel Linda, de 62 anos, sucede assim a D. António Francisco dos Santos, que faleceu em Setembro do ano passado, vítima de um enfarte agudo do miocárdio. Desde então, a diocese tem sido gerida pelos bispos auxiliares, tendo D. António Taipa sido escolhido como administrador diocesano enquanto um novo bispo não era nomeado. O seu nome foi um dos que integrava uma curta lista, divulgada no início do passado mês de janeiro, que esteve em avaliação até agora.

O futuro bispo do Porto passou pelo Seminário Menor, em Resende, e depois pelo Seminário Maior, na sede da diocese, em Lamego, assim como o Instituto de Ciências Humanas e Teológicas, no Porto, onde se formou em 1980. Um ano depois, a 10 de junho, foi ordenado padre. Foi ainda professor na Universidade Católica do Porto, mantendo um percurso ligado ao mundo académico.

Enquanto sacerdote na diocese de Vila Real, além de pároco passou também pelo Tribunal Eclesiástico, foi capelão militar, reitor do seminário e vigário episcopal.

Completou os estudos em Roma e em Madrid, onde fez o doutoramento em Teologia, e foi ordenado bispo em 20 de setembro de 2009 na catedral de Vila Real, depois de ter sido nomeado pelo papa Bento XVI bispo auxiliar da arquidiocese de Braga
Em outubro de 2013, o papa Francisco nomeou-o bispo das Forças Armadas para substituir D. Januário Torgal Ferreira, que resignara por atingir os 75 anos, idade limite para os bispos apresentarem a renúncia ao Papa.
Na primeira mensagem aos católicos da diocese do Porto, D. Manuel Linda seguiu a linha de pensamento do papa Francisco e dirigiu-se “aos mais débeis: os pobres, desempregados, doentes, idosos, detidos e quantos perderam os horizontes da esperança”.

No texto, o bispos diz que quer ser “um irmão dos mais pobres e um fomentador do espírito ecuménico e de diálogo”, acrescentando que vai procurar “reconduzir a Igreja a uma tal simplicidade evangélica que a constitua referencial ético para o mundo atual”.

Tocando num outro ponto a que o papa Francisco se refere com frequência, D. Manuel Linda acrescentou um cumprimento às famílias, que são, “sem qualquer dúvida, a célula básica da sociedade e, consequentemente, também da nossa Igreja”.

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