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Mosteiro de São Bento quer integrar candidatura conjunta a Património Cultural da Humanidade

O presidente da Câmara Municipal, Joaquim Couto, assinou na última quinta-feira o Memorando de Entendimento no âmbito da Rede de Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas. Classificado como Monumento Nacional desde a década de 80, pretende-se, com este memorando, potenciar a integração do Mosteiro de São Bento na lista do património da UNESCO.

Certificar os mosteiros e paisagens culturais Beneditinas como ‘Rota Cultural do Conselho da Europa 2’ e integrar os seis mosteiros na Lista do Património da UNESCO são os grandes desafios assumidos pelos autarcas que assinaram o Memorando de Entendimento celebrado na passada quinta-feira, em Cabeceiras de Basto, entre a Direção Regional de Cultura do Norte e os municípios “berço” destes monumentos, dos quais Santo Tirso faz parte.

Celebrado no âmbito do seminário internacional “Ora et Labora”, organizado pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e pelo Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o documento visa considerar o Mosteiro de São Bento como “bem em série”. Em causa estão ainda as candidaturas dos mosteiros de Santa Maria de Pombeiro, em Felgueiras, Santo André de Rendufe, em Amares, São Bento da Vitória, no Porto, São Martinho de Tibães, em Braga e São Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto.

“Este memorando é a prova de que não baixámos os braços e que continuamos a trabalhar para candidatar o Mosteiro de São Bento a património cultural da humanidade. A criação de rotas de interesse turístico-cultural, potenciando as ligações em rede, faz todo o sentido e vem ao encontro da aposta que temos vindo a fazer durante este mandato. É pela cultura que queremos projetar turisticamente Santo Tirso”, explicou Joaquim Couto.

Os municípios envolvidos comprometem-se a formalizar uma rede de trabalho e a cooperar tendo em vista o desenvolvimento da marca “Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinos”, bem como a promoção de estudos que possibilitem uma leitura integrada dos mosteiros, a publicação desses estudos e a realização de um congresso em 2018.

A par dos restantes cinco monumentos, o Mosteiro de São Bento será prioritariamente promovido em Espanha e no Brasil, com vista à troca de experiências e ao estabelecimento de parcerias com os mosteiros e paisagens culturais beneditinas.