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Mais de duas mil pessoas riram a favor da CAID

Uma noite que superou as expetativas da organização, mostrando que Santo Tirso se une por boas causas. No passado sábado, mais de duas mil pessoas marcaram presença na Fábrica de Santo Thyrso, para assistir a mais uma edição do “Santo Tirso a Rir”. Joel Ricardo Santos, Zé Pedro, Miguel Sete Estacas e Fernando Rocha deram a cara por este evento solidário, cuja bilheteira reverteu inteiramente a favor da Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente (CAID).

Casa cheia para mais uma edição do “Santo Tirso a Rir”. Este ano, a iniciativa promovida pela Câmara Municipal juntou à boa disposição uma causa maior: a solidariedade. Pela primeira vez com bilheteira cobrada, a iniciativa reverteu totalmente para a Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente (CAID), rendendo à instituição o valor de cerca de quatro mil euros.

Joaquim Couto, presidente da Câmara Municipal, juntou-se às duas mil pessoas que marcaram presença na Fábrica de Santo Thyrso. “Este é um espetáculo diferente, que ajuda a descomprimir do stress e do dia-a-dia de todos nós, e que se nota que é do agrado das pessoas, pela casa cheia e por um público que se manteve aqui até à uma e meia da noite. O facto de o espetáculo ter esta base solidária, de apoio à CAID, que é uma organização da qual sinto muito orgulho e que foi criada por mim, enquanto presidente da Câmara Municipal há cerca de 25 anos, revela também que este projeto frutificou, e penso que esta noite a adesão das pessoas foi maior também por isso, porque estavam a participar numa causa social e pública de grande alcance”.

Num cartaz quase exclusivo a repetentes, o humorista Zé Pedro foi estreante em Santo Tirso. “Senti-me extremamente acalorado, a reação do público foi fantástica, e é para isto que nós vivemos, para criar sorrisos, criar gargalhadas”, declarou aos jornalistas.

Numa performance que surpreendeu o ano passado, Joel Ricardo Santos mereceu nova chamada ao palco, e elogiou o contexto solidário da iniciativa: “É um voto de confiança, ou então significa que chumbei o ano passado. Foi fantástico. Adorei e se quiserem convidar-me outra vez para o ano, eu venho. Mas mais importante até do que o nosso trabalho é o mérito das pessoas que cá vieram, porque quando se organiza um espetáculo de comédia com o intuito de ajudar, isso é muito mais meritório”.

Outro dos repetentes do “Santo Tirso a Rir” foi Miguel Sete Estacas, que se estreou em palco depois de recuperar de um acidente grave, tema que mereceu destaque numa das suas duas atuações: “Acho que é um tema realmente sensível, mas que, adicionando piada, é um tipo de histórias que as pessoas devem ouvir, porque fazem com que levemos algum valor para casa”.

Fernando Rocha encerrou a noite, e não poupou os elogios a Santo Tirso. “Esta terra é fantástica e, como sempre, tem uma excelente receção a todos os artistas que cá veem. Já assisti a espetáculos musicais aqui no concelho e acho que as pessoas de cá têm sensibilidade para a cultura, e isso é ótimo. Fazemos sempre o nosso trabalho com carinho, mas quando é uma situação destas o nosso coração fica mais completo”.

Para além do humor, a dança também subiu a palco. O evento contou com atuações protagonizadas pelos vários utentes da Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente, como forma de sensibilização para as crescentes capacidades de superação das suas barreiras pessoais. A iniciativa contou ainda com o sorteio de um cabaz.

 

 

 

 

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