Cultura
Seniores da A.S.H.M.C. visitaram museus do concelho

14066412_935572863235621_3594789833377751887_oA Associação de Solidariedade Humanitária de Monte Córdova, promoveu, no dia ontem, 18 de agosto, uma visita dos idosos da instituição ao renovado Museu Municipal Abade Pedrosa e à nova sede do Museu Internacional de Escultura Contemporânea, em Santo Tirso.

Esta foi uma atividade, em que os seniores da Associação Humanitária participaram com visivel agrado, ficando a conhecer uma pouco mais da cultura do concelho.

 

Por: Sandra Figueiredo

Créditos de Imagem: Ash De Monte Cordova

Museu Municipal Abade Pedrosa

O Museu Municipal Abade Pedrosa localiza-se numa das alas conventuais do antigo mosteiro beneditino de Santo Tirso (imóvel classificado como Monumento Nacional em 16.06.1910). O edifício foi anteriormente Câmara Municipal e Tribunal, albergando ainda os serviços da biblioteca local. O Museu Municipal surge a partir do espólio arqueológico recolhido pelo abade Joaquim Pedrosa (arqueólogo amador do final do séc. XIX), o qual foi doado pela família em 1940 ao município de Santo Tirso. A constituição do museu inicia-se em 1985, com a criação deste serviço na orgânica da Câmara Municipal. Desde então, procedeu-se à instalação do Museu e seus serviços no espaço que atualmente ocupa. O Museu Municipal abre as portas ao público em 10 de março de 1989, com uma exposição permanente dedicada à arqueologia, retratando a ocupação do território de Santo Tirso desde o Neolítico à Idade Média. Esta instituição proporciona desde 1989 vários serviços aos munícipes, tais como, uma exposição permanente de arqueologia, uma biblioteca especializada e um programa de exposições temporárias. Em 1997, a exposição permanente foi remodelada, tendo surgido novos espaços e actividades para o público, como por exemplo, os Serviços Educativos. Ao alargar o leque das suas actividades, o Museu cria em 2000 um pequeno auditório destinado a recitais de música, palestras e actividades educativas.

Museu Internacional de Escultura Contemporânea

Atualmente com 47 esculturas espalhadas por cinco núcleos principais da cidade – Parque D Parque D. Maria II e jardins adjacentes; Praça 25 de Abril; Parque dos Carvalhais; Praça Camilo Castelo Branco; e Parque Urbano de Rabada –, o MIEC funciona, enquanto espaço de reflexão do binómio cidade/arte, como polo aglutinador de projetos de arte contemporânea, aproveitando a singularidade da sua organização e a relação com o espaço que ocupa, assumindo-se como um campo plural e ativo na dinamização das artes plásticas. Enquanto instituição museológica, pretende ser um espaço de diálogo e confronto de várias correntes artísticas, de divulgação da arte contemporânea e de debate do papel da arte pública.

O MIEC nasceu na sequência de uma sugestão do escultor Alberto Carneiro ao Município de Santo Tirso, formulada em 1990, para a realização de um simpósio de escultura ao qual estivessem subjacentes temáticas ligadas à arte contemporânea e, especificamente, à escultura enquanto arte pública. Após a realização de quatro simpósios de escultura, a Câmara Municipal de Santo Tirso, presidida por Joaquim Couto, aprova, a 20 de novembro de 1996, a constituição do MIEC, instituição que, organicamente tem por funções: a realização dos simpósios bienais de escultura; assegurar a manutenção e conservação das esculturas; e ainda proceder à divulgação e dinamização das atividades realizadas.

O Museu foi formalmente inaugurado em 1997, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio. O organigrama funcional do MIEC foi reformulado em 25 de Março de 1999, redefinindo-se a estrutura e competências dos vários serviços que integram o Museu. A sua estrutura orgânica conta com assessoria de dois comissários, designadamente o comissário artístico nacional, o professor Alberto Carneiro, e o comissário artístico internacional, Gérard Xuriguera, professor e crítico de arte.

Assim, desde 1991 a cidade de Santo Tirso acolhe o Simpósio Internacional de Escultura, reunindo artistas de todo o mundo. O projeto inicial prevê a realização de 10 simpósios, tendo já sido realizados nove, encontrando-se o X a decorrer. Os simpósios desenvolvem-se por um período de tempo definido, geralmente de dois meses, durante os quais os escultores executam as suas obras e procedem à sua implantação nos espaços públicos do município.

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