Atualidade
Sustentabilidade Ambiental e Ética Laboral dominam discussão da ACTE em Santo Tirso

A Fábrica de Santo Thyrso acolheu, na passada quinta e sexta-feira, a Assembleia Geral da Associação das Coletividades Têxteis Europeias (ACTE). O Município de Boras e a Associação de Municípios do Vale do Ave (AMAVE) viram os seus mandatos renovados para a presidência e secretaria executiva, respetivamente. A principal nota de destaque prendeu-se com a discussão em torno do futuro da indústria têxtil europeia.

Digitalização da indústria têxtil, investigação, empreendedorismo e indústria 4.0. Foram vários os temas em destaque no fórum inspiracional que abriu a Assembleia Geral da ACTE, com especial relevo para o tema da ética laboral e sustentabilidade ambiental. Promovido pela Escola Profissional CENATEX, o tópico despertou um aceso debate acerca da importância da proteção das indústrias têxteis europeias da concorrência desleal de outros mercados.

Joaquim Couto, presidente do Conselho Diretivo da AMAVE e presidente da Câmara de Santo Tirso, destacou a atualidade da temática: “É urgente adotar práticas concorrenciais que não se baseiem no baixo custo da mão-de-obra e na sobre-exploração ambiental. O setor têxtil do Vale do Ave soube reinventar-se, apostar em processos tecnológicos e sustentáveis, e enfrenta agora a concorrência de regiões que continuam a basear-se na exploração humana e ambiental”.

No período eleitoral, nota de destaque para a unanimidade dos associados na reeleição do Município de Boras, da Suécia, para a presidência da ACTE, e da AMAVE para a secretaria executiva. A valorização da herança e património têxtil, a proteção da indústria europeia e a ligação do têxtil à moda e demais indústrias criativas estão entre os principais eixos de atuação definidos pela liderança da ACTE para o próximo triénio.

Fundada em 1991, a ACTE conta hoje com associados das principais regiões têxteis europeias, incluindo Itália, Polónia, Suécia, Dinamarca, Estónia e Roménia.