Cultura
Franceses e espanhóis são os que mais visitam Museu de Escultura Contemporânea

miec-3Oito mil visitantes, de 18 origens diferentes, desde o Japão, aos Estados Unidos. Seis meses após a inauguração da sede do Museu Internacional de Escultura Contemporânea, o balanço só pode ser positivo. Tal como previsto, o equipamento cultural projetado por Eduardo Souto de Moura e Álvaro Siza Vieira “tem ajudado a promover Santo Tirso em todo o mundo”, congratula-se o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Couto.

No total, desde 21 de maio, foram oito mil os que já visitaram o Museu Internacional de Escultura Contemporânea (MIEC). Segundo o diretor do museu, Álvaro Moreira, “podem ser muitos mais”, dado que “visitar o espólio do museu, ao ar livre, não implica qualquer registo”. “Há muitas pessoas que visitam as 54 esculturas dispersas pela cidade de Santo Tirso de forma livre e autónoma e que não passam, necessariamente, pela sede do museu”, explica, por seu turno, Joaquim Couto.

Ainda assim, a sede do MIEC, paredes meias com o Mosteiro de São Bento, serve já de ponto de partida para as muitas visitas guiadas que se realizam. E os turistas têm chegado dos quatro cantos do mundo: “Temos registos de visitantes oriundos da Coreia do Sul, dos Estados Unidos, da Finlândia, do Japão, da Noruega, da Rússia, entre outros países. Mas são, de facto, os franceses e os espanhóis, por esta ordem, que mais têm vindo até Santo Tirso”, assinala o presidente da Câmara.

Por outro lado, são várias as instituições internacionais que têm organizado visitas à sede do MIEC, como a Universidade de Arquitetura de Nova Iorque, a Universidade de Arquitetura da Normandia, ou a École d’Architecture de Clermont-Ferrand, apenas para dar alguns exemplos.

A sede do Museu Internacional de Escultura Contemporânea, localizada em Santo Tirso, dispõe de um centro interpretativo dotado de bibliografia e recursos tecnológicos, permitindo, por exemplo, que o visitante passe a poder ir junto de uma escultura da cidade com auriculares, para fruir a peça e ao mesmo tempo ouvir uma explicação.

Funciona também como centro de exposições de arte contemporânea. Até 15 de janeiro, o MIEC tem patente a obra do espanhol Miquel Navarro, conhecido escultor, com obras espalhadas em alguns dos mais reputados museus do mundo, desde o Museu Guggenheim, em Bilbao e em Nova Iorque, ao Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madrid, ou no George Pompidou, em Paris.

Mas o grande acervo do MIEC, 54 peças de escultura, está distribuído pelos espaços públicos da cidade de Santo Tirso. Nasceu na sequência de uma sugestão do escultor Alberto Carneiro ao Município de Santo Tirso, formulada em 1990, para a realização de um simpósio de escultura ao qual estivessem subjacentes temáticas ligadas à arte contemporânea e, especificamente, à escultura enquanto arte pública.

Após a realização de quatro simpósios de escultura em reunião de Câmara, a 20 de novembro de 1996, é aprovada a constituição do MIEC.

O Museu foi formalmente inaugurado em 1997, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, contando com a assessoria de dois comissários artísticos: o escultor português Alberto Carneiro e o catalão, Gérard Xuriguera, professor e crítico de arte.

Um quarto de século passado, Santo Tirso viu, há seis meses, o culminar deste projeto, com a construção da sede MIEC e o encerramento da coleção de 54esculturas, expostas ao ar livre, que formam um património único a nível nacional, tornando a cidade um centro de arte e cultura contemporânea.

 

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